segunda-feira, 15 de junho de 2015

Palavras que podiam ser as minhas

«Queridos filhos, daqui mãe.

Um dia vão perceber que estão a ser postos à prova. Que as pessoas gostam de escalas, de níveis, de notas, de prémios. Que vão adorar transformar-vos num número e pregar-vos uma pontuação. Metê-los num pódio ou deixá-los fora dele. Nunca liguem.
Dêm o vosso melhor e sejam curiosos. Nunca se deixem definir por uma pauta daquilo que se julga que é o correto. Nunca se julguem melhores ou melhores por uma equivalência alheia. Não se acanhem perante uma avaliação externa de quem não conhece o valor do vosso espírito e coragem.
Tenham paixão por aprender, ponham brio no que fazem, mas nunca o façam por e para uma nota.
Essa nota nunca vai ser a verdadeira prova do que valem. Essa nota nunca vai refletir o sabor do percurso. Nunca vai traduzir o vosso valor ou o vosso talento.
Essa nota não vos define. Nem para o bem, nem para o mal.
O vosso erro não traduz o que a vossa alma é, o que a vossa cabeça sabe, o que o vosso coração palpita.
Ponham brilho na vossa paixão. Apaixonem-se pelo caminho. Isso, só assim, já é o melhor prémio.

Adoro-vos.
Mãe»
Rita Ferro Alvim

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