quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Os meus dias

Tenho cá para mim que se o dia tivesse mais de 24 horas, eu arranjaria mais umas quantas coisas para fazer e o tempo livre que me restaria seria o  mesmo, ou seja, nenhum.
Longe vão os tempos em que as 22h já estava deitada no sofá a ver televisão e a dormitar com o cão aos meus pés.
Hoje em dia eu não páro. Entre o trabalho, levar o filho ás actividades, a minha ginástica, os afazeres domésticos que parecem que esticam, o meu dia devia ter pelo menos 30h.
Há noite as tarefas multiplicam-se, entre ajudar o pequeno a fazer os trabalhos de casa, o jantar, os lanches do dia seguintes, as roupas, os chás,..., é meia noite e eu ainda ando atarefada.
Sim, canso-me e ás vezes chateia-me não ter mais tempos para nós, para estar no sofá ou apenas a conversar, mas digo-vos, não trocava a minha vida por nada.
Adoro a minha casa, a minha família, o meu núcleo.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Em todos os momentos do meu dia.......


Cada dia é um dia

"Podemos acreditar que tudo que a vida nos oferecerá no futuro é repetir o que fizemos ontem e hoje. Mas, se prestarmos atenção, vamos nos dar conta de que nenhum dia é igual a outro. Cada manhã traz uma benção escondida; uma benção que só serve para esse dia e que não se pode guardar nem desaproveitar.
Se não usamos este milagre hoje, ele vai se perder.
Este milagre está nos detalhes do quotidiano; é preciso viver cada minuto porque ali encontramos a saída das nossas confusões, a alegria dos nossos bons momentos, a pista correta para a decisão que tomaremos.
Nunca podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque todos os dias são diferentes, porque estamos em constante processo de mudança."
Paulo Coelho

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

O meu filme do fim de semana

A face in the crowd - Rostos na multidão.
Depois de sobreviver a um ataque violento, uma mulher (Milla Jovovich) passa a sofrer de cegueira para feições, uma condição que a impede de reconhecer traços faciais, permitindo que o assassino em série se aproxime dela cada vez mais.
Um Thriller intenso a não perder.

 

domingo, 19 de novembro de 2017

Aos Domingos uma receita

Bolinhos de chuva
  • 2 xícaras de chá de farinha de trigo
  • 1 ovo (grande)
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • 1 colher pequena de fermento em pó
  • 1/2 copo de leite
  • Canela em pó
  • Preparação

    1. Coloque em um recipiente o açúcar, o ovo inteiro, o trigo e o leite
    2. Bata até obter uma massa homogénea
    3. Frite e polvilhe com açúcar e canela
     

sábado, 18 de novembro de 2017

Prazeres

Se há algo que o Inverno me trás, é a alegria de estar em casa quentinha em casa a ver TV.
Adoro!
Embora não possa usufruir do meu sofá (tantas saudades que tenho dele) pois o meu filho monopoliza-o, tenho sempre a nossa cama.
Há pessoas que dizem que ver televisão é uma perda de tempo, que é bem melhor ler ou isto ou aquilo, mas eu gosto. Sabe-me bem estar na cama  a ver as minhas séries ou filmes.
Ando também a seguir uma novela. Á imensos anos que não via uma boa telenovela até que me apareceu a Força do Querer na SIC. E o que eu adoro esta novela? Tão boa e tão real. Não perco uma.
Adoro a Anatomia de Grey, as Mentes Criminosas e apaixonei-me pelo This is us.
O mau disto tudo é que adormeço tarde, devia descansar mais, mas estes pequenos prazeres tambem são importantes. É o nosso momento.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Filmes á semana

Gerald's Game - Jogo Perigoso
Jessie (Carla Gugino) e Gerald (Bruce Greenwood) formam um casal em crise. Para salvar o casamento, eles decidem viajar para uma casa isolada, na intenção de passar um fim de semana romântico. O marido leva umas algemas e decide prender a esposa á cama. Ela hesita a participar do jogo erótico, mas aceita. No entanto, uma vez presa, o marido sofre um ataque cardíaco e morre. Presa à cama, sem ter a quem pedir socorro, Jessie luta pela sobrevivência.
Um filme que adorei, sobre sobrevivência, Jogo Perigoso é essencialmente um suspense psicológico. Enquanto definha presa à cama, Jessie tem como companhia apenas alucinações que fazem com que ela encare fatos do passado e que vão induzindo suas ações em busca - ou não - de salvar sua vida e sua sanidade mental.
A não perder.

Porque hoje é sexta feira


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Lidar com os invejosos

Mais uma vez falo nisto porque é mesmo real. O facto de estares bem, feliz, incomoda as pessoas.
Infelizmente, o mundo está cheio de gente incapaz de aceitar que és mais feliz que eles. Cada vez menos pessoas sabem lidar com o facto da pessoa do lado está bem. 
Sentir felicidade devia ser um  direito tão sagrado quanto estar triste. É igual. É obvio que toda gente feliz merece poder mostrar que está feliz.
O problema aqui é que é muito perigoso anunciar aos quatro ventos a nossa felicidade. Muitas vezes mais vale mostrar preocupação, tristeza, porque pensando bem, ninguém inveja tristeza,desespero, contas por pagar, casamento infeliz.
No entanto toda a gente inveja um casamento em que as pessoas se entendem e respeitam, empregos em que te sentes realizada, filhos mais bonitos que o teu. 
Mais uma vez repito. O segredo para a felicidade passa pelo silêncio.


terça-feira, 14 de novembro de 2017

Maturidade

Não é só crescer. A idade é realmente apenas só um numero e nada mais que isso. Maturidade é o que estou a viver neste momento da minha vida.
Saber o que gosto e o que não gosto. Saber com quem quero estar e com quem não. E não é mania, não é achar-me superior a  ninguém, é, simplesmente deixar de fazer fretes.
No início, quando estava a beira de alguém que me causasse desconforto, dava por mim a pensar que eu é que devia  estar mesmo numa fase mais desinteressada ou sem paciência. Permanecia e continuava com essas pessoas. Hoje não. Dou por mim agora, e sim, isto é que é maturidade, muitas vezes quando vejo comportamentos ou atitudes de outras pessoas que me perturbam por não me identificar com o que fazem,  neste momento, apenas me merecem indiferença. E quando assim é, deixo de ir, deixo de frequentar e de estar com essas pessoas.
Fico contente por agora ter esta capacidade, estou-me a marimbar para o que as pessoas  acham ou deixam achar de mim e das minhas atitudes.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Filho unico

Sempre que ouço alguma  "sábia" a dizer que a dizer que as pessoas hoje em dia não têm um segundo filho filhos porque são egoístas, que não querem perder o sono, a  vida livre, apetece-me dar-lhes uma bofetada.
É que é exactamente o contrário. As pessoas (pelo menos as pessoas que eu conheço, gente sensata) não têm mais filhos porque se preocupam com eles e querem dar um mínimo de atenção e qualidade de vida ao que têm.
Eu, por mim, garanto-vos, tinha mais um ou dois filhos, adorava mas neste momento e com a vida que temos, sei que teria que alterar muito o meu dia a dia familiar, para já não falar em contas. Para ter mais que um filho, o meu não poderia andar na piscina, futebol e centro de estudos. O dinheiro não estica.
É preciso pagar fraldas, leites, amas, creches, colégios e escolas. Actividades saudáveis, um desporto pelo menos. Prolongamentos nas escolas, pois os pais trabalham 8h por dia e não têm disponibilidade de ir buscar e levar os meninos ás horas certas.
Nas férias onde os deixar quando não há possibilidade de ficar nos avós? Em centros de actividades caríssimos.
Tudo isto, multiplicado por 2 ou 3. É muito complicado e não, não é por perder o sono!

O meu filme do fim de semana

Na mira dos assassinos.
Recém-saído da prisão, Nate (Jim Caviezel) organiza uma viagem em família para provar que é um novo homem. O problema é que alguns bandidos esconderam uma fortuna roubada no seu carro e agora perseguem o grupo para recuperar a quantia.

Bom dia


domingo, 12 de novembro de 2017

Aos Domingos uma receita

Barritas de Cereais
Ingredientes (para 10 a 12 unidades):
— Três chávenas (280 gramas) de flocos de aveia;
— Uma chávena (130 gramas) de frutos gordos e sementes (avelãs, sementes de abóbora e girassol);
Um quarto de chávena (40 gramas) de chocolate negro;
Um terço de chávena de banana madura esmagada;
— Um terço de chávena de manteiga de amêndoa;
— Um terço de chávena de tâmaras secas;
— Uma pitada de canela.

Modo de preparação:
Triture no processador de alimentos as tâmaras, juntamente com a banana, a manteiga de amêndoa e o mel. À parte, corte as avelãs ou outra oleaginosa que estiver a utilizar em pedaços mais pequenos. Coloque os pedaços numa taça, e adicione as sementes, a aveia em flocos, o chocolate grosseiramente picado e uma pitada de canela ou outra especiaria.Junte a mistura de banana e manteiga de amêndoa. Mexa, envolvendo tudo muito bem.
Numa forma de, aproximadamente, 20 por 20 centímetros coloque papel vegetal e, de seguida, a mistura das barras de cereais. Aperte a mistura com as costas de um colher, até ficar lisa e de altura uniforme por toda a forma. Leve ao forno durante cerca de 20 a 25 minutos, até ficarem douradas, a uma temperatura de 160 graus.Retire as barras do forno e deixe arrefecer à temperatura ambiente durante alguns minutos, retire da forma, deixe arrefecer completamente e coloque no frigorífico. É importante que as barras estejam frias para cortá-las. Se cortarem as barras quentes, provavelmente vão desfazer-se.As barritas devem ser guardadas num recipiente fechado no frigorífico e aguentam uma semana. Pode também congelar.

sábado, 11 de novembro de 2017

Relembrar é viver

A Revista Bravo foi um caso de sucesso nos anos 80.
Era uma revista que continha tudo que era noticia acerca dos famosos, fossem eles actores, cantores ou modelos.
O seu sucesso é até curioso, hoje que penso nisso, porque a revista não dava para ler, porque simplesmoente vinha em alemão! O seu sucesso devia-se ao que tinha como fotos, posters e autocolantes que trazia no seu interior.
Vendia-se em qualquer papelaria ou quiosque e não era nada cara.
Os ídolos do momento faziam a alegria dos adolescentes cujos olhos brilhavam ao ver as páginas da revista que faziam sucesso no recreio e nos pavilhões das escolas onde várias alunas e alunos se reuniam a folhear umas páginas de uma revista numa língua completamente estranha e imperceptível.
Hoje a revista ainda existe, até há (ou houve) uma edição nacional, mas está longe do frenesim que provocava em plenos anos 80 por essas escolas.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Avós de hoje

Não vou dizer que ás vezes não sinta um pouco de tristeza por os avós do meu filho (meus pais) não serem como os avós que por aí vejo. Avós que abdicam de tudo pelos netos, para estar com eles, avós que não faltam 1 jogo, uma festa de escola.
Confesso que algumas vezes gostava que eles ficassem com ele uma noite para eu poder sair com o meu marido, ir ao teatro, cinema, dizer disparates, descontrair, limpar a cabeça, ter uma saída a 2.
Mas por outro lado, a minha nova faceta resiliente, também já aceitou (depois de alguma revolta, confesso) que só tenho que compreender e aceitar que os avós do meu filho não têm disponibilidade ou paciência para ficar com ele horas a fio. A própria vida mudou… e ainda bem. 
Os meus pais assim como tantos avós são pessoas activas, têm a sua vida, os seus afazeres, as suas rotinas e as suas agendas pessoais. E no fundo têm todo o direito a isso. Na verdade eles já passaram por tudo o que nós estamos a passar, criaram os seus filhos… e agora querem aproveitar o tempo que lhes resta, seja de que maneira for, seja a sair ou a ficar em casa a ler. Não é por isso que nos amam menos ou aos próprios netos, pois acredito que o neto é o mais que tudo de ambos. Bem pelo contrário. Se eles estiverem felizes, terão muito mais para nos dar. 
São os extremos que me incomodam, como aquelas pessoas que usam e abusam da boa vontade dos pais, utilizando as suas casas como o depósito dos filhos. E há tantos pais que demitem permanentemente das suas responsabilidades, empurrando-as para cima dos outros.

Porque hoje é sexta feira


Ser criança até poder...

Quando era pequena, nas férias ia para a casa dos meu avós.
O meu avô era Sacristão na Igreja da terra e íamos á missa. Era algo que eu gostava, dos canticos, das vozes em sintonia. O leitinho e o pão com manteiga no café e a volta a casa a pé pela linha do comboio.
Na casa da minha avó não havia brinquedos. Brincava na rua, ou com as bonecas que levava.  Brincava ao faz de conta com a minha prima durante tardes inteiras e brincámos até muito tarde nas nossas vidas, o que, aparentemente, não nos fez mal nenhum.
Hoje acho que as crianças não brincam o suficiente. É a exigência dos estudos, é o dia inteiro na escola. No meu tempo saía as 15h da escola ainda tinha tempo de fazer deveres e brincar.
Brincar é importante. É o que distingue as crianças dos adultos, o mundo do faz de conta.
Na minha casa há muitos brinquedos. Há bolas, carrinhos, roupas de super-herois, máscaras, puzzles... O meu filho brinca um pouco todos os dias. Espalha tudo pela sala, veste e despe equipamentos de futebol. Experimenta. Improvisa. Inventa.
É deixá-los brincar, é importante.
Claro que nem sempre me apetece, ou não me dá jeito. Há dias em que preferia mesmo que ele ficasse quietinho que não desarrumasse. Mas depois lembro-me que eles não crianças para sempre.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Ideias para o Natal

Faltam apenas 6 semanas para o Natal e olhem que passa a correr e está no hora de começar a pensar nos presentes. Por mim falo, que não me apetece gastar muito dinheiro pois a vidinha não esta fácil. A ser assim, fiz uma listinha do que me lembrei, que pode ajudar em ideias para presentes. Tem presentes para 1 Eur assim como para 100 Eur, cada um vê o que pode gastar. Fica a ideia.

Para Homem:Camisolas: básicas / de Malha / Pólos / Camisas
Ténis / Sapatos
Cremes para a barba
Produtos de higiene diversos (hidratantes para os homens que usam)
Cachecol
Cinto
Roupa interior
Garrafa de Vinho 
Disco externo para o computador
Carteira
Se fumadores, um isqueiro giro;

Imagens com vida


Meditar é viver



Reconheço que a primeira vez que ouvi falar em Meditação, até me ri. Era algo com que não me identificava e verdadeiramente nem tinha sequer interesse.
Como já contei aqui, numa determinada altura da minha vida cruzei-me com o Reiki.
O Reiki trouxe-me a Paz e estabilidade que estava a precisar e lá aprendi a meditar. Confesso que hoje no meu dia a dia não o faço regularmente mas é algo que penso em mudar, a meditação faz muito bem e tem imensos benefícios.
Normalmente vivemos com tanta pressa e tentamos gerir tantas coisas ao mesmo tempo que, a maior parte das vezes nos esquecemos do que é realmente importante.
Com certeza que em algum momento da vida todos nós já experimentamos o sentimento de paz que assume o nosso corpo quando deixamos a mente em branco e esquecemos tudo o que nos rodeia. A meditação é a técnica ideal para alcançar esse estado sonhado a qualquer momento.
A meditação permite que estejamos em conexão com nós próprios, melhoramos a concentração, promovemos o relaxamento físico e mental e é perfeito para aliviar as situações do dia a dia, como a tensão ou o stress.
Além disso, ajuda a focar o presente e a concentrar toda a nossa energia numa coisa apenas: a respiração.
Ás vezes questiono-me porque é que as pessoas normalmente decidem cuidar do corpo e muitas vezes se esquecem que a mente também precisa ser cuidada. A meditação é a melhor maneira de restaurar esse equilíbrio interno.
Mas meditar não é fácil, é algo que exige algum treino e que precisa de um processo de evolução até atingirmos o estado em que queremos ficar.
Só precisamos de um espaço (sala, quarto,…) , silencio e tentar pensar… em nada!

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Avaliação

Ontem foi dia de avaliação na ginástica.
Ia nervosa, confesso. Penso que há sempre aquele receio de não ter emagrecido ou até de ter engordado e aquele pão seco que tenho comido ao lanche até me podia estar a prejudicar.
Lá fui para cima da balança e ela mostrou-me um lindo 59 ! Há 2 meses atrás pesava 61 Kg e estava a sentir-me péssima, disforme e pesada.
Para além de pesar ( e mais importante) fizemos a medição. Já aqui expliquei que muita gente vive presa ao numero que aparece na balança sem entender que quando treinamos, muito mais importante que a balança é o volume corporal, porque podemos não baixar o peso mas podemos estar a ganhar músculo e a perder matéria gorda!
Se há coisa de 1 mês eu estava contente porque tinha perdido 4cm de quadril, ontem vi que perdi outros 4, ou seja em 2 meses apenas perdi 8 cm de rabo.
Nas fotos que tiramos e agora comparando o antes e o depois, vê-se bem as gorduras laterais (os chamados pneus) que estão a desaparecer, a pele casca de laranja (gordura) que está bem mais lisa e todo o volume corporal que está aos poucos a desaparecer.
Não tenho palavras para expressar o quanto estou contente. Sei que não são números fabulosos mas são os meus, e aos poucos o meu corpo vai tomando uma nova forma, uma forma mais saudável e bem mais bonita!


O trauma das roupas

Os dias mais frescos do Outono começam-se a aproximar, e isso implica começar a deixar de lado a t-shirt, a camisa de manga curta e os vestidos leves de verão.
Depois começam a aparecer as montras das lojas, todas cheias de roupa quentinha, camisolas de lã, casacos, vestidos giríssimos,  e a única coisa que me impede de desatar a comprar roupa é não ter rios de dinheiro para gastar. Mas uma peçinha ou outra lá vem morar comigo.
Eu não compro muita roupa, mas tenho muita roupa. Roupa que não uso. Calças que não visto á coisa de 5 anos, camisolas que não saem da gaveta há mais de 7 anos. Coisas que já nem me servem ou que já nem se usa.
Eu bem tento dar, não é por falta de vontade que não dou mais, mas acho sempre que um dia aquelas calças que não me servem ainda me vão servir. E aquela camisola que é um horror mas que ainda se vai voltar a usar. E vou amontoando, juntando tudo até já não ter mais espaço no armário, acabando   por me limitar a vestir quase sempre as mesmas peças.
A ver se é nesta mudança de estação que me dedico a escolher o que quero e o que não quero, e a finalmente me desprender de roupa que usei quando tinha 15 anos.


Dias assim

Há dias em que andamos bem e parece que o mundo nos abraça. Dias bons, alegres e positivos.
Há dias em que andamos mal, apesar de os problemas dos outros serem mais graves e os nossos mais pequeninos. Há dias em que parece que vemos a vida de fora, sem intervenção, apaticamente.

Há dias em que a única coisa que precisamos, é de dormir!

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Bebidas forçadas

A minha maior luta com a perda de peso, é sem duvida o facto de ter que beber mais água. O hábito de beber 1,5 a 2 litros por dia (recomendado) ainda não está enraizado e confesso que é uma coisa que me custa imenso.
Estou bem melhor do que há uns anos, em que conseguia passar quase um dia inteiro sem me lembrar ou sentir falta de beber água,  hoje em dia bebo mais, consigo beber bem 1L por dia, mas mais do que isso tenho que me forçar mesmo muito. Há alturas em que corre melhor, outras nem tanto.
O truque que encontrei e que melhor resultou - e que continua a resultar - foi, em primeiro lugar, garantir que tenho sempre água ao pé de mim. Tenho sempre uma garrafa comigo na minha secretária, mas isso já falha ao fim de semana quando saio de casa que nunca levo água.
Assumo que sou preguiçosa, se não tiver água ou chá ao pé de mim torna-se muito mais complicado, quer seja porque simplesmente não me apetece ir buscar ou porque vou adiando a minha ida por estar a fazer outra coisa qualquer, ou até não bebo mesmo para não andar sempre a correr para a casa de banho.
Assim sendo, pelo menos á semana tenho sempre a garrafa ao pé de mim. Logo de manhã, ainda em casa, bebo uma garrafa de 33ml com chá de gengibre e limão ainda em jejum. Já não me custa nada, e depois durante a manhã já no trabalho, ponho a garrafa cheia em cima da secretária, e assim sei que tenho que beber pelo menos aquela água, o que também ajuda.

Certezas....

Nada como passar um fim-de-semana sossegada, junto de quem mais amo para me sentir como nova e (ainda mais) feliz e de bem com a vida!

domingo, 5 de novembro de 2017

Aos Domingos uma receita

Boolachas de Banana e Aveia

Ingredientes:—180 a 200 gramas de flocos de aveia;

— Duas bananas;
— 35 gramas de óleo de coco derretido;
— 80 gramas de damasco seco demolhado e picado (ou tâmaras ou pepitas de chocolate);
— Canela (opcional).

Modo de preparação:

Comece por pré-aquecer o forno a 180 graus. Depois, esmague as bananas com um garfo. Numa tigela coloque a banana esmagada, o óleo de coco, os flocos de aveia e os damascos. Misture tudo.
Entretanto, forre um tabuleiro com papel vegetal. Depois, coloque porções da massa no tabuleiro com a ajuda de uma colher. Leve ao forno durante 15 a 20 minutos e deixe arrefecer antes de comer.
Dica: como a massa é pode ser mole é difícil moldar as bolachas com as mãos. Por isso, o melhor é colocar porções com a ajuda de uma colher e amassar ligeiramente com a ajuda de um garfo.

sábado, 4 de novembro de 2017

Fins de tarde


Amar... a mim!

Amar-se é cuidar de si mesmo.
É procurar dentro de si o que está a acontecer quando alguma coisa não vai bem. Conheça-se bem e trate de si.
Primeiro é preciso cuidar-se e não sentir culpa de ter chegado ao próprio limite. Não podemos viver a vida de outra pessoa e deixar a nossa para que outros a manipulem.
É preciso aprender a silenciar, a dizer não quando é preciso, é não dar ouvidos a quem apenas julga, é aprender a entender os próprios limites. É por pontos finais ou dar novas oportunidades quando merecidas.
Amar-se é, acima de tudo, valorizar-se, é acreditar na nossa competência como ser humano.
Haverá momentos em que não vamos estar bem, aí, o melhor é desacelerar e ir de encontro ao nos dá mais força. São horas de fechar certos ciclos, limar certas arestas e confrontar-se mais com a vida. Algumas dores serão inevitáveis, mas ame-se e posicione-se.
Procure alimento espiritual, procure a sua  cura. Recomece e, se preciso abra novas portas.
Ame os outros, amando-se sempre em primeiro lugar.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Da violência...

Acerca dos ultimos actos de violencia que vieram a publico, e como ainda não estava muito dentro do asunto, decido enveredar pelas redes sociais que a bem dizer são o que há de mais actualizado.
1 - Ligo-me ao Facebook;
2 - Pesquiso pelo Correio da Manhã
3 - Leio os comentários das notícias sobre violência
4 - Concentro-me bem no que estou a ler
5 - Fico sem palavras.
 
Chego à conclusão que muitos Portugueses pararam na pré-história. 
Para além de não saberem escrever, é só erros, a maior parte dos que escrevem é só machos, capazes de tudo e mais alguma coisa. Os homens gozam com a situação, já as mulheres bem protegidas atrás dos seus monitores ou telemóveis insultam tudo e todos do pioro.
Comentários inteligentes, bem fundamentados e verosímeis não os há.
 

Relembrar é viver

Hoje lembrei-me de um dos objectos que podíamos encontrar nas aulas de ginástica / educação física, no meu tempo de escola. O Plinto.
Este objecto era um bicho de sete cabeças para mim, sempre o odiei e sempre que podia fugia dele. Já no meu tempo era  pouco usado, dependia dos professores, mas mesmo assim recordo-me de ter aulas onde tinha que fazer o horrível salto por cima disto.
A altura daquilo podia ser ajustada, mas a maior parte dos professores gostava de complicar a coisa, e deixava aquilo de uma forma que era complicado para muitos de nós (Eu) efectuarem um salto em condições. Por norma, havia duas variantes, o irmos a correr, colocar as mãos em cima da almofada (cabeça) do Plinto, e saltar por cima deste, e a outra era dar uma cambalhota com o impulso da corrida.
Do outro lado estava quase sempre um colchão, que mais parecia um tapete, tal a sua grossura, e que não nos inspirava nenhuma confiança para aterrar. Não deixa saudades.


E porque hoje é sexta feira....


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

O Outono que nos trás...




O meu filme do feriado

A luz entre oceanos!
Tom (Michael Fassbender) é um veterano da guerra contratado para trabalhar num farol, que orienta os navios exatamente na divisão entre os oceanos Pacífico e Índico. Trata-se de uma vida solitária, já que não há outras casas na ilha. Logo ao chegar Tom é apresentado a Isabel (Alicia Vikander), com quem acaba por se casar. O jovem casal passa a viver junto no farol e Isabel acaba por engravidar, mas enfrenta problemas e perde dois bebes - o que, inevitavelmente, provoca traumas.
Até que, um dia, surge na ilha em que vivem um barco à deriva, contendo o corpo de um homem e um bebe. Tom deseja avisar as autoridades do ocorrido, mas é convencido por Isabel para que enterrem o falecido e passem a cuidar da criança como se fosse sua filha, já que ninguém sabia que ela tinha tido um aborto. Mesmo reticente, Tom concorda com a proposta.
Depois de anos de felicidade, Tom e Isabel, numa visita ao continente, encontram a viúva Hannah Roennfeldt, que perdeu o marido e a filha no mar. Torna-se claro para Tom que a menina é filha de Hannah, e ele sente que é o seu dever devolver a criança à mãe. Mas Isabel não quer que a sua família feliz seja destruída. Um maravilhoso sonho transforma-se então num pesadelo!
Um filme muito bom a não perder. Deu no TV Cine 1.

Contagem decrescente

Estamos em Novembro, é um facto, e a partir de agora já só se verá montras de Natal, Shoppings decorados para o Natal, campanhas de Natal.
Houve alturas em já gastei muito dinheiro no Natal, em presentes e lembranças para família e amigos, mas agora os tempos não estão fáceis e toda a gente sabe disso.
Eu vibro com o Natal. Sempre vibrei. Pareço uma criança ansiosa, a contar os dias para a noite de 24 de Dezembro.
Adoro dar presentes, assim como receber. Este ano decidi que não gastarei balurdios nem pouco mais ou menos, optarei por lembranças e bem baratas.
Ninguém me obriga a dar prendas, é verdade, mas na minha família é tradição fazer uma pequena troca de presentes e na minha opinião não é preciso gastar muito dinheiro. O segredo está na imaginação!

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Para hoje

E porque hoje este texto me encaixa como uma luva, decidi partilha-lo convosco:
" às vezes andamos descrentes – da vida, dos afectos, do que damos e do que recebemos. e procuramos restaurar a fé. em nós, nos dias, nos outros, no poder infinito do bem querer. e é então que respiramos fundo, que damos um passo atrás, que tentamos ver por uma perspectiva diferente. e voltamos a confiar. porque há sempre um caminho novo para seguir, um recomeço novo para recomeçar, uma esperança nova para (re)acreditar. o fermento certo de que se faz esta vontade chama-se fé. em nós. e na leveza que volta a encher o nosso coração."

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Vem aí o horário de Inverno....

...que cria em mim um estado de querer ir para casa logo ao fim da tarde!
Longe vão os tempos de querer andar a vaguear pelas ruas a ver montras, a ir a Hiper mercados fazer tempo e umas comprinhas... longe, muito longe. 
Quando mudamos para o horário de Inverno o que me apetece mesmo é ir para casa, calçar as pantufas e fechar a casa toda, ficando la dentro bem quentinha.
Às 18h já será de noite, entretanto junta-se o frio, muito frriiiioo e enquanto for só o frio e não vier acompanhado de chuva, está tudo muito bem. Como é que alguém há-de ter vontade de ver montras ou passear? Não é muito melhor ir para o sofá, ficar debaixo da manta, a preguiçar e ver televisão?! 
Virá o tempo de acender a lareira e fazer bolos que fiquem a perfumar a casa durante horas!!
Inverno, podes vir que está no teu tempo.

Porque hoje é sexta feira


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Pensamento

“Se o que tens a dizer não é mais belo do que o silêncio, então cala-te” é uma frase da autoria de Pitágoras. Uma frase simples. Inteligente. E que consegue resolver boa parte dos problemas de muitas pessoas. 
Para isso, basta saber assimilar este conjunto de palavras. Perceber o seu significado e, mais importante ainda, aprender a altura certa para manter a boca fechada. Diria até que esta frase é a origem daquele ditado popular que diz que “mais vale estar calado e passar por burro do que abrir a boca e confirma-lo.”
Toda a gente devia pensar um pouco nisto. Pelo menos algumas pessoas que eu conheço.

Relembrar é viver

A Thermotebe ficou famosa pelos seus anúncios televisivos na década de 80, que acabavam por ser divertidos com a sua abordagem às características do produto em questão.
As camisolas interiores Thermotebe eram um produto da fábrica de têxtil Tebe, situada aqui em Barcelos e que em 1972 passou para as mãos de um empresário Francês mas manteve-se fiel ao seu espírito e tradição nacional. Existiram pelo menos 4 anúncios desta camisola, todos eles populares e que ficavam no ouvido de todos, sendo o mais popular aquele que afirmava “Frio? Eu não tenho frio! Eu uso uma Thermotebe e o meu pai também!”.
Existia um com um pelotão do exército a treinar em condições climatéricas rigorosas, mas a afirmar que não tinha frio nenhum por causas destas camisolas. Outro ainda mostrava um pai e um filho unidos e a afirmarem que não tinham frio, mesmo estando num acampamento ventoso, e por fim um sr de bigode mostrava-nos de uma forma decisiva as vantagens de usar uma camisola Thermotebe, em especial por causa da sua função turbo eléctrica que nos protegia do frio.
Eu tive uma e vocês?



quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Ridicularidades

Uma das coisas que me assusta com o passar do tempo é quando as pessoas perdem a noção do ridículo.
Eu, por exemplo, tenho 39 anos e sinto que ainda tenho vinte e cinco. Gosto de fazer coisas de jovens e de me vestir como uma jovem. Não vejo nada de mal nisso, pelo contrário, acho que me fica bem e que é adequado. Sei também que o meu marido nunca me deixaria sair a rua com algo que me ficasse mal ou a parecer mal. 
O problema é que cada vez tenho mais vejo que muitas mulheres e já alguns homens também, chegam a um ponto das suas vidas que perdem totalmente a noção do que lhes fica bem ou não. Do que devem usar e do que não. Começam a ter atitudes que nada tem a haver com eles, a idade deles, a usar roupas que em nada ficam adequadas.
Não tenho mentalidade quadrada, pelo contrário, acho que as pessoas que tem espírito jovem se devem manter jovens. Mas há sempre um limite. E é esse limite que não devem transpor com receio que caiam no ridículo.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Das coisas que custam

Às vezes tenho medo que o tempo passe tão depressa que eu nem tenha tempo de saborear os melhores momentos.
Tenho quase 40 anos. Estarei a chagar ao meio da minha vida? Isso dá que pensar...
Ainda não sei se quero envelhecer... ou se preferia ficar assim. Com esta cara que hoje tenho. Com este corpo, o meu marido e filho sempre comigo. Com os meus pais a meu lado.
Porque será que crescer, independentemente da idade que tens, custa sempre um bocadinho??

Os meus filmes do fim de semana

Blood Father - Herança de sangue
John Link (Mel Gibson) é um ex-presidiário que põe em risco a liberdade condicional quando Lydia, a filha adolescente, é acusada de roubo por um poderoso cartel de droga. Consciente de que nunca cumpriu verdadeiramente com as suas obrigações de pai, Link encontra aqui a oportunidade por que sempre esperou para se aproximar da filha. Empenhado em marcar presença no momento mais decisivo da sua vida, ele fará o que estiver ao seu alcance para a proteger.

O segundo filme foi o Fragmentado.
Kevin sofre de transtorno dissociativo de identidade. Dentro de si existem 23 identidades distintas. Há muito que é acompanhado pela Dr.ª Fletcher, uma psiquiatra especializada em distúrbios de personalidade que se interessa particularmente pelo seu caso e acredita que essas personalidades podem provocar alterações no próprio corpo. Certo dia, Kevin rapta Claire, Marcia e Casey, que aprisiona numa cave. Naquele cativeiro, elas passam a conhecer as diferentes e assustadoras facetas do raptor que podem variar entre a inocência de um rapazinho de nove anos, uma mulher altiva e autoritária ou um homem com tendências obsessivo-compulsivas. Depois de várias tentativas de fuga frustradas, as raparigas percebem que só entendendo intimamente cada uma das suas personalidades poderão encontrar uma forma de sair dali com vida. Mas Kevin parece esconder uma 24.ª que espera o momento certo para se revelar…




segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Superações pessoais

Se, há uns meses, alguém me dissesse que eu ia fazer ginástica todas as semanas e gostar.... eu ria-me a bem rir. Mas a verdade é que vai fazer quase 2 meses que me mexo verdadeiramente e que surpreendentemente... gosto!!
Gosto de me sentir activa e gosto de me sentir saudável.
As minhas ultimas análises ao sangue já revelam que o meu colesterol baixou (ainda não para o valor que eu preciso, mas baixou) e isso já é um feito ganho.
O meu peso continua igual, a balança não sai dos 60 kg mas eu vejo o meu volume a desaparecer de dia para dia.
Outro dia vesti umas calças que antigamente mal conseguia respirar dentro delas e agora estão-me bem. Dei comigo a vestir umas calças tamanho 38 e hoje já visto um 36.
A minha comida também mudou muito, como menos vezes fritos, como apenas 1 pão por dia e  muitos mais legumes do que o que comia.
Há dias descobri no LIDL um tipo de salada pela qual estou apaixonadíssima. Chama-se Taboulé Oriental e é uma delicia e super saciante! Tem sido muitas vezes apenas isso o meu jantar (meio tapareware pois é muito).
Tudo isto são vitorias para mim. Eu adoro comer e o meu maior desafio é não comer como antes. Também tenho pequenas frustrações ainda, como correr... corro ainda muito pouco, falta-me o ar, mas isso sei que só com o tempo.
Os treinos são duros, o PT não faz por menos, fazemos treinos de força e treinos HIIT (treino de alta intensidade). Muitas vezes à noite estou tão cansada que me tenho que arrastar para fazer as lides domésticas, mas estou feliz.
Sei que estou no caminho certo e com certeza os resultados aparecerão. Estou a aprender o que é espírito de sacrifício, o que é estar com vontade de desistir, mas continuar. Tentar a cada dia superar os meus limites e ser cada dia melhor e mais resistente.

domingo, 22 de outubro de 2017

Aos Domingos uma receita

Estou de volta com esta rubrica de Domingo.
Hoje trago (claro) uma saudavel e hoje trago uma de batatas (doce) fritas.
Sim, as batatas fritas podem ser  saudáveis. A ver:
Ingredientes

- Batata doce
- Óregãos
- Tomilho
- Manjericão
- Pimentão
- Salsa
- Malagueta em pó
- Sal
- Azeite

Para começar lavem muito bem a batata doce porque vamos usá-la com casca e  não vá dar-vos algum desarranjo intestinal.
Depois disso, cortem a batata às rodelas finas  e coloquem num tabuleiro forrado com papel vegetal ou folha de alumínio.
Para terminar é só deitar por cima das rodelas as especiarias e salpicar com um pouco de azeite.
Levem ao forno a 200ºC por cerca de 10 minutos (convém irem dando uma olhadela, porque pode variar de forno para forno). Passado esse tempo virem as batatas para tostar dos dois lados pelo mesmo período de tempo e voilá. Rápido, fácil e saudável.
Bom apetite!

sábado, 21 de outubro de 2017

Medos



Há dias sonhei que me deixavas. Que te ias embora. Disseste que tinha que ser, que tudo se tinha perdido e que não eras mais feliz.
Estavas firme e limpaste o teu armário e as tuas coisas. Ias embora disseste.
A dor trespassou-me, chorei e desesperei.
No meio do desespero acordei e senti-te ao meu lado. Senti o teu calor e o teu cheiro, senti os teus pés a tocarem os meus, como sempre. Agarrei-te para que não me fugisses e forcei-me para voltar a adormecer.
De manhã não tinha grande lembrança daquele pesadelo que, mais coisa menos coisa, volta e meia me persegue.
Já me habituei a dormir bem agarrada a ti para que não me fujas.
Noite após noite adormeço com o mesmo medo de sempre: o de te perder.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Zumba

Pois é, esta é a chamada nova moda que inundou os ginásios, os palcos, os centros paroquiais e que nos últimos tempos tem sido a nova coqueluche.
Parece que todos adoram, no Facebook só se vê meninas auto denominadas de "Zumbásticas", pintadas com riscas na cara como os soldados, com pulseiras e t-shirts com cores chocantes.
Tanta gente que zumba, mas que aposto que metade nunca se deu ao trabalho de saber como surgiu esta modalidade. Recuando um pouco no tempo, é engraçado percebermos que este tipo de treino surgiu de uma forma muito inesperada, quando, no ano de 1999, o seu criador, Alberto Perez - ou Beto Perez, como é conhecido – se esqueceu de levar as cassetes habituais para as suas aulas de aeróbica. Como bom coreógrafo colombiano que é, teve então que recorrer à música latina que tinha no seu carro e às suas capacidades de improvisação. E correu tão bem que ele aproveitou esta ideia para, mais tarde, criar uma nova modalidade: a zumba, um sucesso que passou dos Estados Unidos para o resto do mundo.
Se virmos bem, a zumba tinha tudo para se tornar muito popular, pois fazer exercício físico com movimentos aeróbicos coreografados e ao som de músicas latinas parece realmente muito convidativo, até para quem detesta mexer um dedo. Para além de ser muito divertida, tem imensos benefícios a nível corporal e mental, o que faz dela uma aposta segura para qualquer ginásio. 
Pessoalmente não é coisa que me atraia. As aulas de grupo são injustas porque nem toda a gente faz as coisas ao mesmo ritmo e as zumbásticas que já praticam há anos, tem sempre a mania de minimizar e dizer que é tudo super fácil, que se aprende rápido. Por outro lado temos sempre os professores que acham que toda a gente é coordenadíssima e consegue fazer todos os coordenados de forma exemplar e há primeira.


Porque hoje é sexta feira


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Imagens com vida


(Re) Começar

Todos os dias somos testados com desafios. Muitas vezes testados com aquilo que mais tememos, temos que arranjar forças para ultrapassar nem que para isso tenhamos que deixar cair por terra conceitos que tínhamos como verdade e como base para a nossa vida. Temos muitas vezes que mudar esses conceitos em que sempre acreditamos e perceber que nada é assim tão linear.
Tudo isso assusta e mete medo, a mudança nem sempre é bem vinda para muitas pessoas mas se  tivermos um olhar mais calmo sobre esse movimento de transformação, que tanto nos assusta, vamos perceber que isso é bom, que tudo que é chamado à mudança é porque não está sustentado numa  base firme.
O que acontece é que nos acostumamos tanto com algumas coisas e somos tão familiarizados com elas, que, pouco a pouco elas vão tomando conta da nossa rotina  de uma forma que nem nos deixa perceber que as coisas podiam ser diferentes, melhores. Esse acostumar lento tira-nos muitas vezes a capacidade de reacção e é tão familiar que acabamos a acreditar que só existe aquele caminho.
Quando nos surge uma possibilidade de mudança, seja a que nível for, mesmo que nos assuste, é sempre bom que olhemos para ela como um caminho  novo, quem sabe para que coisas que estavam estagnadas ou ultrapassadas sejam libertadas e que para que novas possibilidades possam aparecer.
Digo com isto, que nem todas as mudanças são más. Muitas vezes temos receio, mas é necessário pensar bem e analisar se essa mudança não será o melhor caminho.
Por isso, quando a mudança bater á  porta, vamos recebe-la com um sorriso e com o coração aberto, sem tentar fechar logo a porta nem fingir que aquilo não é connosco.
Vamos pensar que é sempre hora de seguir por caminhos nunca antes percorridos e de nos abrir para a possibilidade de viver coisas novas que nos fazem perceber que somos muito mais do que aquilo que sempre acreditamos.